Reflexões sobre a circulação das imagens dos Buracos Negros: das primeiras representações científicas às imagens contemporâneas

Este artigo analisou a produção e circulação de imagens de Buracos Negros, explorando como essas representações se desenvolveram na ciência e na sociedade. A pesquisa selecionou imagens de artigos científicos, manuais, materiais de divulgação, livros didáticos, filmes e redes sociais, com ênfase nas...

Descripción completa

Guardado en:
Detalles Bibliográficos
Autores principales: Neto Gazeto, Jonathan Thomas, Rabelo, Charles Xavier
Formato: Artículo revista
Lenguaje:Portugués
Publicado: Asociación de Profesores de Física de la Argentina 2025
Materias:
Acceso en línea:https://revistas.unc.edu.ar/index.php/revistaEF/article/view/51182
Aporte de:
Descripción
Sumario:Este artigo analisou a produção e circulação de imagens de Buracos Negros, explorando como essas representações se desenvolveram na ciência e na sociedade. A pesquisa selecionou imagens de artigos científicos, manuais, materiais de divulgação, livros didáticos, filmes e redes sociais, com ênfase nas décadas de 1960 e 1970, período crucial para o estudo de singularidades e colapsos gravitacionais. A análise identificou quatro padrões visuais predominantes: representações teóricas com cones de luz e singularidades, deformações bidimensionais do espaço-tempo, distorções digitais de imagens astronômicas e reconstruções tridimensionais com discos de acreção (como as do Event Horizon Telescope). Da mesma forma, foram identificadas regularidades e influências de imagens em filmes como "Interestelar". Essas representações se consolidaram como principais referências que reconfiguraram as memórias relacionadas a este objeto científico. Na educação, essas imagens não são transparentes em relação aos seus conceitos nem à realidade, e tratá-las como elementos opacos, como objetos construídos, possibilita que elas sejam abordadas como objetos de estudo nas práticas de ensino.