Racismo à brasileira ou racismo sem racistas: colonialidade do poder e a negação do racismo no espaço universitário

A adoção do sistema de cotas nas universidades públicas brasileiras tem suscitado intenso e caloroso debate entre os intelectuais brasileiros antirracistas, que almejam a construção de uma sociedade mais justa, mas que se colocam em posições contrárias quando o tema é a implementação de cotas. A rea...

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Detalles Bibliográficos
Autores principales: Ângela Figueiredo, Ramón Grosfoguel
Formato: Artículo científico
Publicado: Universidade Federal de Goiás 2009
Materias:
Acceso en línea:http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=70312344003
http://biblioteca.clacso.edu.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=br/br-045&d=70312344003oai
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Sumario:A adoção do sistema de cotas nas universidades públicas brasileiras tem suscitado intenso e caloroso debate entre os intelectuais brasileiros antirracistas, que almejam a construção de uma sociedade mais justa, mas que se colocam em posições contrárias quando o tema é a implementação de cotas. A reação negativa desses interlocutores brancos e mestiços claros, de esquerda e de direita, com relação às políticas de cotas, deriva da preocupação com a possibilidade de criarmos um Brasil racializado, destruindo, assim, o nosso tão caro discurso da mestiçagem. Abordamos neste texto o tema da perspectiva da colonialidade do poder articulada por Aníbal Quijano. Dessa perspectiva, nos parece important entender a importância da geopolítica do conhecimento, já que é determinante compreendermos a localização epistêmica e as posições tomadas pelos diferentes atores sociais.