Filmes sobre a ditadura como arquivos especiais do trauma Batismo de sangue como filme-arquivo

Filmes sobre o período ditatorial podem ser lidos como tendo umaestrutura arquivante especial, ligada à produção imagética massiva,de memórias e discursos acerca da ditadura; são peças artísticasrelacionadas a uma imaginação sobre a nação. As escolhas feitas,o que e como filmar fazem do roteiro, da...

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Detalles Bibliográficos
Autor principal: Souza, Maria Luiza Rodrigues
Formato: Artículo publishedVersion
Lenguaje:Portugués
Publicado: Ponto-e-Vírgula. Revista de Ciências Sociais. ISSN 1982-4807 2013
Materias:
Acceso en línea:http://revistas.pucsp.br/index.php/pontoevirgula/article/view/14023
http://biblioteca.clacso.edu.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=br/br-027&d=article14023oai
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Descripción
Sumario:Filmes sobre o período ditatorial podem ser lidos como tendo umaestrutura arquivante especial, ligada à produção imagética massiva,de memórias e discursos acerca da ditadura; são peças artísticasrelacionadas a uma imaginação sobre a nação. As escolhas feitas,o que e como filmar fazem do roteiro, da direção e da produção dosfilmes tipos especiais de “arquivistas”. Proponho tratar os filmes quetêm como tema o passado ditatorial como filmes-arquivo, materialque, por organizar e conter itens do passado, é voltado ao presentee, assim, pode “pôr em questão a chegada do futuro”. A indagaçãoque esta noção de arquivo propicia é política. Para tanto, destacoquestionamentos possíveis a partir do filme brasileiro Batismo desangue (Helvécio Hatton, 2007).