Sousândrade-Guesa e a cidade-inferno

 A proposta desse ensaio é, a partir de uma leitura de “O Inferno de Wall Street”, de Joaquim de Sousândrade, pensar Nova Iorque, a metrópole mãe concentradora do poder capitalista, como uma cidade-inferno, onde Sousândrade-Guesa - esse símbolo do excluído de ontem e de hoje, dos deslocados, dos mis...

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Detalles Bibliográficos
Autor principal: Cenicchiaro, Ana Carolina
Formato: Artículo publishedVersion
Lenguaje:Portugués
Publicado: Programa de Pós-graduação em Letras 2016
Materias:
Acceso en línea:http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/terraroxa/article/view/24857
http://biblioteca.clacso.edu.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=br/br-038&d=article24857oai
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Sumario: A proposta desse ensaio é, a partir de uma leitura de “O Inferno de Wall Street”, de Joaquim de Sousândrade, pensar Nova Iorque, a metrópole mãe concentradora do poder capitalista, como uma cidade-inferno, onde Sousândrade-Guesa - esse símbolo do excluído de ontem e de hoje, dos deslocados, dos miseráveis, dos desvalidos, dos vencidos - é morto pelos ursos-especuladores da bolsa. Ele é um homo sacer, uma vida matável mas não sacrificável, aquele que, nas palavras de Jacques Rancière, “viu a visão excessivamente forte, insustentável, e que, a partir de então, nunca mais se conciliará com o mundo da representação”. ABSTRACT: The proposal of this essay is to reflect, through a reading of “O Inferno de Wall Street”, from Joaquim de Sousândrade, New York, the main metropolis of the capitalism power, as a hell-city, where Sousândrade-Guesa - a symbol of the excluded from yesterday and today, of the miserable, the dislocated, the wretch, the loser - is killed by the bears of the Stock Exchange. He is a bare life, a life that may be killed but not sacrificed, a homo sacer, someone that, as Jacques Rancière said, saw an unsustainable view, and, after that, will never be reconciled with the representation world again.