Novas remoções involuntárias: onde está o direito à moradia em tempos de urbanização neoliberal?
A conquista do direito à moradia no Brasil parecia se concretizar realmente a partir da década de 1980, com os programas alternativos que possibilitava a permanência nas áreas originalmente ocupadas, por meio de urbanização para melhorias das condições de vida. No entanto, com o advento do neolibera...
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| Autores principales: | , , |
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| Formato: | Objeto de conferencia |
| Lenguaje: | Español |
| Publicado: |
2014
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| Materias: | |
| Acceso en línea: | http://sedici.unlp.edu.ar/handle/10915/55648 |
| Aporte de: |
| Sumario: | A conquista do direito à moradia no Brasil parecia se concretizar realmente a partir da década de 1980, com os programas alternativos que possibilitava a permanência nas áreas originalmente ocupadas, por meio de urbanização para melhorias das condições de vida. No entanto, com o advento do neoliberalismo, financeirização do capital imobiliário e a consequente difusão da política de renovação urbana, o direito à moradia volta a ser encarado como direito à unidade habitacional, deslocada muitas vezes de uma realidade urbana.
Observa-se no país um número crescente de remoções “involuntárias”, principalmente em cidades que vão sediar o Mundial de 2014, ao tempo em que se vive um novo boom de produção habitacional financiada por meio do Estado, nas fronteiras urbanas. As cidades brasileiras estão, portanto, cada vez mais estendidas e fragmentadas sem trazer melhorias de qualidade de vida para a população como um todo. Assim este estudo revisa o espaço do direito à moradia nesse processo de urbanização neoliberal, adota como metodologia o mapeamento de remoções, áreas valorizadas e novas frentes de urbanização, tomando como estudo a cidade do Recife. |
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