Construção de identidades no orkut: a subjetivação do sujeito permeada pelo poder nos links termos de uso e privacidade

A identidade é definida historicamente, como sendo fruto da interação entre o indivíduo e a socie­dade, relação esta que se dá com a mediação de valores, sentidos, símbolos e cultura, e, portanto, está sujeita a variações e modificações de acordo com o tempo e o espaço. Desse modo, a identidade...

Descripción completa

Guardado en:
Detalles Bibliográficos
Autor principal: Lícia Frezza Pisa
Formato: Trabajo revisado (Peer-reviewed)
Lenguaje:Portugués
Publicado: Jornadas de Jóvenes Lingüistas 2018
Acceso en línea:http://eventosacademicos.filo.uba.ar/index.php/JLL/I-JJL/paper/view/1796
https://repositoriouba.sisbi.uba.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=jll&d=1796_oai
Aporte de:
Descripción
Sumario:A identidade é definida historicamente, como sendo fruto da interação entre o indivíduo e a socie­dade, relação esta que se dá com a mediação de valores, sentidos, símbolos e cultura, e, portanto, está sujeita a variações e modificações de acordo com o tempo e o espaço. Desse modo, a identidade constru­ída no Orkut sofre tensões e regulamentações das redes sociais, entendidas como tendo forte capacidade de inclusão e de abrangência de todas as expressões culturais (Recuero 2004), e funcionam basicamente pela interação social, criando laços entre os usuários por meio da comunicação. De acordo com Hall (2006), há uma dissolução das identidades na pós-modernidade: a interação comunicacional seria uma das causas de uma identidade provisória e variável quando posta em relação com outras identidades. Porém, não se trata apenas de entender como as identidades mudam, variam ou se tornam líquidas (Bauman 2005), mas como o poder opera para que essas identidades/subjetividades sejam variáveis. Para entendermos a construção de identidades no Orkut pretendemos mostrar, dentre tantas possi­bilidades, como a política de privacidade e de termos de uso, fornecida pelo Orkut, trazem regulamenta­ções que operam censurando e controlando o dizer e o como dizer e, dessa maneira, acabam produzindo efeitos sobre a construção discursiva das identidades no/pelo Orkut. Pondera-se também sobre as pos­sibilidades de resistência a essas políticas e a relação disto com os modos de subjetivação, entendidos como práticas de constituição dos sujeitos. Mais especificamente, no caso do Orkut, essas práticas incluem, dentre outras, escritas de si, busca de “amigos” ou de “comunidades” com as quais se compartilha afinidades, debates em torno de assuntos em comum. Para fins deste trabalho, foca­-se a política de privacidade e de termos de uso (o regime discursivo, portanto, político posto pelo Orkut) e vislumbram-se algumas possibilidades de resistência. Justifica-se a escolha deste corpus pelas regras (envolvendo o poder) impostas por essas políticas às práticas de subjetivação no Orkut. Este trabalho não pretende esgotar a discussão, mas apresentar alguns recortes do link política de privacidade e termos de uso em torno das questões de poder e identidade.