Brechas sonoras: resistências e recriações. Esgarçando sistemas político-culturais

Este artigo tematiza a promoção de brechas sonoras por parte de grupos subalternizados, entendendo-as como práticas de resistência e de parcial recriação das condições de existência frente a processos de exploração, espoliação e até de aniquilação com que historicamente defrontam-se tais segmentos s...

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Detalles Bibliográficos
Autores principales: Buscacio, Cesar, Buarque, Virgínia
Formato: Artículo revista
Lenguaje:Español
Publicado: Facultad de Filosofía y Letras, Universidad de Buenos Aires 2022
Materias:
Acceso en línea:http://revistascientificas.filo.uba.ar/index.php/oidopensante/article/view/10385
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description Este artigo tematiza a promoção de brechas sonoras por parte de grupos subalternizados, entendendo-as como práticas de resistência e de parcial recriação das condições de existência frente a processos de exploração, espoliação e até de aniquilação com que historicamente defrontam-se tais segmentos sociais. Consideramos que as brechas sonoras esgarçam postulados de legitimação identitária e hierárquica vinculadas a sensibilidades e racionalidades, contribuindo dessa maneira para fissurar a hegemonia de sistemas político-culturais estabelecidos na modernidade. Sugerimos, como hipótese, que as brechas sonoras assim procedem mediante uma tríplice operatória: 1) seu trânsito incessante, dificultando que sejam por completo capitalizadas ou reificadas; 2) sua imbricação ao sensório e à corporeidade, no acionamento de epistemologias distintas do uso instrumental; 3) sua invocação a ordens utópicas do social, através da interligação a cosmologias, ancestralidades etc. Procedemos, em desdobramento, a uma interpretação de brechas sonoras efetivadas por povos ameríndios e africanos/afrodescendentes nas terras de Minas no decorrer dos séculos XVIII e XIX. Em termos teóricos, fundamentamos nossa reflexão principalmente no trabalho do historiador jesuíta Michel de Certeau, que abordando as sonoridades como o "outro" da escritura ocidental, indicou seu potencial como "artes do fazer" e "táticas" dos fracos.
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Consideramos que as brechas sonoras esgarçam postulados de legitimação identitária e hierárquica vinculadas a sensibilidades e racionalidades, contribuindo dessa maneira para fissurar a hegemonia de sistemas político-culturais estabelecidos na modernidade. Sugerimos, como hipótese, que as brechas sonoras assim procedem mediante uma tríplice operatória: 1) seu trânsito incessante, dificultando que sejam por completo capitalizadas ou reificadas; 2) sua imbricação ao sensório e à corporeidade, no acionamento de epistemologias distintas do uso instrumental; 3) sua invocação a ordens utópicas do social, através da interligação a cosmologias, ancestralidades etc. Procedemos, em desdobramento, a uma interpretação de brechas sonoras efetivadas por povos ameríndios e africanos/afrodescendentes nas terras de Minas no decorrer dos séculos XVIII e XIX. Em termos teóricos, fundamentamos nossa reflexão principalmente no trabalho do historiador jesuíta Michel de Certeau, que abordando as sonoridades como o "outro" da escritura ocidental, indicou seu potencial como "artes do fazer" e "táticas" dos fracos. Este artículo tematiza la promoción de brechas sonoras por parte de grupos subalternizados. Las brechas sonoras son consideradas prácticas de resistencia y de recreación parcial de las condiciones de existencia frente a los procesos de exploración, espoliación y hasta aniquilación a los que históricamente se enfrentan tales grupos. Consideramos que las brechas sonoras desgarran postulados de legitimización identitaria y jerárquica vinculados a sensibilidades y racionalidades que contribuyen, de esta manera, a fisurar la hegemonía de los sistemas político-culturales establecidos en la modernidad. Sugerimos, como hipótesis, que las brechas sonoras proceden mediante una triple operatoria: 1) transitan incesantemente dificultando su capitalización y reificación; 2) se imbrican a lo sensorio y a la corporeidad en la activación de epistemologías particulares; 3) invocan órdenes utópicos de lo social, a través de la interconexión de cosmologías, ancestralidades, etc. Procedemos a una interpretación de las brechas sonoras activadas por pueblos amerindios, africanos y afro-descendientes, en las tierras del Estado de Minas Gerais, en el transcurso de los siglos XVIII y XIX. En términos teóricos, fundamentamos nuestra reflexión principalmente en el trabajo del historiador jesuita Michel de Certeau, que al abordar las sonoridades como el "otro" de la escritura occidental, indicó su potencial en términos de "las artes del hacer" y las "tácticas" de los débiles. This article thematizes the promotion of sonorous breaches by segments of subalterned groups. Sonorous breaches are considered resistance and partial recreation practices of the conditions for existence before processes of exploitation, pillage and even of annihilation that historically such social segments have encountered. We consider that sonorous breaches fray postulates of legitimization of identity and hierarchy bound to sensibilities and rationalities, thus contributing to fissure the hegemony of political and cultural systems established in modernity. We suggest, as a hypothesis, that sonorous breaches proceed through a triple modus operandi: 1) its incessant movement, making it difficult to be completely capitalized or reified; 2) its imbrication in the sensory and in the corporeality, through the activation of particular epistemologies; 3) its invocation of utopian orders of the social, by means of the interconnection with cosmologies, ancestry, etc. We proceed to an interpretation of sonorous breaches actualized by Amerindians, Africans and Afro-descendants in the lands of the State of Minas Gerais during the XVIII and XIX centuries. In theoretical terms, we have based our reflection mainly in the work of the Jesuit historian Michel de Certeau, who, approaching the sonorities as the "other" in western writings, indicated its potential as "art of the making" and "tactics" of the weak. Facultad de Filosofía y Letras, Universidad de Buenos Aires 2022-09-22 info:eu-repo/semantics/article info:eu-repo/semantics/publishedVersion application/pdf http://revistascientificas.filo.uba.ar/index.php/oidopensante/article/view/10385 10.34096/oidopensante.v10n2.10385 El oído pensante; Vol. 10 Núm. 2 (2022): Octubre, 2022 - Marzo 2023 El oído pensante; Vol 10 No 2 (2022): Octubre, 2022 - Marzo 2023 El oído pensante; v. 10 n. 2 (2022): Octubre, 2022 - Marzo 2023 2250-7116 spa http://revistascientificas.filo.uba.ar/index.php/oidopensante/article/view/10385/10630 Derechos de autor 2022 El oído pensante