Lutas por e nos territórios: manifestações dos movimentos socioespaciais e socioterritoriais rurais no Brasil nos anos de 2020 e 2021 a partir da metodologia da Rede DATALUTA
Os anos entre 2019 e 2022 foram marcados por um governo nacional conservador no Brasil, que impulsionou os setores de extrema direita, especialmente no campo. As estratégias de mobilização social foram reconfiguradas nas disputas em torno de modelos alternativos de desenvolvimento rural. O artigo te...
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| Autores principales: | , , , |
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| Formato: | Artículo revista |
| Lenguaje: | Español |
| Publicado: |
Instituto de Geografía "Romualdo Ardissone", UBA
2025
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| Acceso en línea: | http://revistascientificas.filo.uba.ar/index.php/RPS/article/view/14518 |
| Aporte de: |
| Sumario: | Os anos entre 2019 e 2022 foram marcados por um governo nacional conservador no Brasil, que impulsionou os setores de extrema direita, especialmente no campo. As estratégias de mobilização social foram reconfiguradas nas disputas em torno de modelos alternativos de desenvolvimento rural. O artigo tem como objetivo principal compreender as ações dos movimentos socioespaciais e socioterritoriais nesta conjuntura e os repertórios utilizados para a defesa e produção de espaços e territórios. A partir do banco de dados da Rede DATALUTA, fizemos análises das ações desses sujeitos nos anos de 2020 e 2021, com base nas tipologias das ações relacionadas a manifestações e protestos. Para este período, foram registradas cerca de 100 mobilizações, com os principais repertórios: protestos, bloqueio de vias, ocupações de prédios públicos, marchas e outros. Como principais resultados, observamos que o MST foi o movimento que mais atuou, com grande repercussão nacional. Apesar da diminuição das ocupações de terra, ação tradicional desde as origens do MST, outros repertórios foram acionados, como os protestos contra despejos e abusos de poder, sinalizando que os movimentos se reinventam em contextos adversos à participação. |
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