Inteligência artificial generativa: epistemologia e autonomia universitária
Este artigo teórico-analítico examina os desafios da inserção de modelos proprietários de Inteligência Artificial Generativa (IAGen) na pesquisa acadêmica, compreendendo-a como infraestrutura sociotécnica complexa que afeta critérios de validade epistemológica, soberania cognitiva e autonomia univer...
Guardado en:
| Autor principal: | |
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| Formato: | Artículo revista |
| Lenguaje: | Portugués |
| Publicado: |
Núcleo de Estudios e Investigaciones en Educación Superior del MERCOSUR
2026
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| Materias: | |
| Acceso en línea: | https://revistas.unc.edu.ar/index.php/integracionyconocimiento/article/view/51680 |
| Aporte de: |
| Sumario: | Este artigo teórico-analítico examina os desafios da inserção de modelos proprietários de Inteligência Artificial Generativa (IAGen) na pesquisa acadêmica, compreendendo-a como infraestrutura sociotécnica complexa que afeta critérios de validade epistemológica, soberania cognitiva e autonomia universitária. A partir de epistemologias críticas, o texto articula dois níveis de análise: o institucional, que envolve infraestrutura, governança de dados e condições de dependência tecnológica; e o epistêmico, relacionado ao método científico, validação do conhecimento, autoria e criticidade. Examina-se como os modelos fundacionais proprietários contribuem para a reprodução do neocolonialismo digital e para o aprofundamento das assimetrias Norte–Sul na produção do conhecimento. Conclui-se que a autonomia científica diante da IAGen requer respostas articuladas entre o desenvolvimento de infraestruturas federadas e linguisticamente situadas, a regulação pública orientada à transparência e auditabilidade, e a transformação pedagógica que preserve a centralidade do método científico e da formação crítica. O trabalho oferece subsídios analíticos para a formulação de políticas universitárias e práticas institucionais de pesquisa em educação superior. |
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