A territorialidade da prostituição em Belo Horizonte

O artigo realiza um mapeamento da distribuição espacial da prostituição masculina e feminina em Belo Horizonte em três períodos. Durante o primeiro período, entre 1897, ano de fundação da cidade, até 1930, predomina a prostituição feminina nos cabarés situados em uma “região moral”. O segundo períod...

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Detalles Bibliográficos
Autores principales: Andrade, Luciana Teixeira de, Teixeira, Alexandre Eustáquio
Formato: Artículo Artigo Avaliado pelos Pares publishedVersion
Lenguaje:Portugués
Publicado: Cadernos Metrópole. ISSN (impresso) 1517-2422; (eletrônico) 2236-9996 2012
Materias:
Acceso en línea:http://revistas.pucsp.br/index.php/metropole/article/view/8817
http://biblioteca.clacso.edu.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=br/br-027&d=article8817oai
Aporte de:
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A territorialidade da prostituição em Belo Horizonte
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description O artigo realiza um mapeamento da distribuição espacial da prostituição masculina e feminina em Belo Horizonte em três períodos. Durante o primeiro período, entre 1897, ano de fundação da cidade, até 1930, predomina a prostituição feminina nos cabarés situados em uma “região moral”. O segundo período compreende as décadas de 30 a 60, quando a prostituição feminina ainda predomina, mas entra em cena a figura do “homossexual valente”. Nesse período, a prostituição ocupa novas áreas da cidade, mas ainda se confina a regiões bem delimitadas. No terceiro período, que se inicia nos anos 70 e vai até os dias atuais, registra-se a emergência da prostituição masculina nos espaços públicos e semipúblicos da cidade e um espraiamento tanto da prostituição feminina quanto da masculina pela cidade, conquistando áreas consideradas nobres. Verifica-se ainda a emergência de novos tipos, como a travesti, o michê e as garotas de programas e uma significativa mudança nas relações entre os diversos atores envolvidos na prática da prostituição, marcadas agora por uma maior impessoalidade e profissionalização.
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