Atividades de extensão universitária em comunidades catadoras de materiais recicláveis no df como possibilidades de reflexão

O presente projeto trata de uma proposta de extensão na qual têm sido integradas ações voltadas para a reação existente entre educação, extensão universitária e desigualdade social nas comunidades de catadores de materiais recicláveis do Distrito Federal (Brasil). Os trabalhadores do lixo são chamad...

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Detalles Bibliográficos
Autores principales: Dias, Danilo Borges, Quermes, Paulo Afonso de Araújo
Formato: Artículo revista
Lenguaje:Portugués
Publicado: Universidad Nacional del Centro de la Provincia de Buenos Aires. Facultad de Ciencias Humanas. Núcleo de Estudios Educacionales y Sociales (NEES) 2014
Materias:
Acceso en línea:http://www.ridaa.unicen.edu.ar/xmlui/handle/123456789/233
Aporte de:
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Brasil
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Enseñanza superior
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description O presente projeto trata de uma proposta de extensão na qual têm sido integradas ações voltadas para a reação existente entre educação, extensão universitária e desigualdade social nas comunidades de catadores de materiais recicláveis do Distrito Federal (Brasil). Os trabalhadores do lixo são chamados de catadores de papelão ou, como têm sido denominados nos espaços referentes a essa temática: catadores de materiais recicláveis. São pessoas, homens, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, enfim, famílias, que têm na coleta de materiais recicláveis uma fonte de sobrevivência. A realidade desse grupo de trabalhadores tem se apresentado altamente complexa diante dos desafios impostos pela sociedade capitalista. Tendo em vista os elevados índices de desemprego, precariedade e informalidade do trabalho, diferentes estratégias de sobrevivência têm surgido nas mais variadas formas a partir da organização de trabalhadores à margem do mercado formal de trabalho. A noção simplória de que poucos com muito e muitos com pouco confere conflitos sociais e mal estar humano ainda é entendida como sendo a principal causa da desigualdade social no Brasil (SCOTTO, 1998). A desigualdade social no Brasil, apesar dos avanços dos últimos quinze anos, ainda é considerada uma das mais altas do mundo. A desigualdade social é danosa às pessoas de todas as idades, principalmente os jovens de classe de baixa renda, dificultando a ascensão social pela falta de uma educação de qualidade, de melhores oportunidades de trabalho e de uma vida minimamente diga (APPADURAI, 2006). A desigualdade social gera uma sociedade enfraquecida que não consegue sustentar as bases de um país que se pretende justo e digno (BAUMAN, 2003). Educação de má qualidade gera desigualdade permite a existência de um mercado de trabalho e uma educação elitizada, onde poucos jovens de menor renda conseguem adquirir uma melhor formação escolar e profissional (CONSTANTIN 2003); e , dentre as piores consequências, propicia a ocorrência da violência urbana. O principal desafio é promover o direito das pessoas viverem dignamente, tendo real participação da renda de seu país através da educação e de oportunidade no mercado de trabalho e, em situações emergenciais, receber dos governos benefícios sociais complementares até a estabilização de seu nível social e meios próprio de sustento. O propósito desta apresentação é analisar como se processam na educação e no mundo do trabalho as relações entre Universidade e Comunidades carentes. O objeto de estudo circunscreve-se em torno das desigualdades socialmente pelo sistema capitalista vigente e como o papel da universidade, enquanto uma instituição que gera saber precisa difundi-lo e compartilhá-lo com as comunidades a fim de que se garante justiça social e educação a renda para todos. Essa é a proposta institucional de se pensar a Universidade Católica de Brasília como uma instituição na qual a temática extensionista seja um eixo transversal que perpasse toda a UCB (extensionalidade), indissociando tal termo do Ensino e da Pesquisa. O intuito é direcionar e conferir unidade intrínseca à criação, sistematização e acessibilidade do conhecimento por intermédio dos três pilares (Ensino Pesquisa e Extensão) dialogando intensamente entre si o tempo todo . Tal indissociabilidade, complementa o documento, acontece “no momento em que se estimula a disposição de sujeitos para ensinar e aprender, exercitar a pesquisa e atuar de forma ética”. Mais adiante, ao se reportar às “atividades de Extensão específicas”, quando se fala das características que identificam as atividades típicas daquele segmento, no menção para “apoiar os grupos e COMUNIDADES envolvidos para que possam ter subsídios para realizarem sua autoanálise e, consequentemente, sua autogestão” É dessa forma que se pensa uma interatividade entre o saber acadêmico e o saber popular existente nas comunidades, que tem seu entendimento, também, baseado em um recorte de classe, ao menos assim interpretamos a vivência na Extensão, quando esta se lança em seus projetos e programas tematizados por diversas categorias que se recortam e se definem em populações socialmente vulneráveis. Mas afinal de contas, o que tal documento fala acerca de comunidade?2 Poderíamos dizer que fala muito, em todos os sentidos. Em termos de páginas, as Diretrizes foram impressas em trinta e nove e o termo “comunidade(s)”, assim como suas variações (comunitária-s-o-s), aparece, precisamente, quarenta e uma vezes. Nas Categorias das “Práticas de Extensão da UCB” encontra-se a “Extensão como uma Ação Comunitária”, que se conceitua como “a realização de projetos acadêmicos junto à comunidade externa, com ênfase nos processos de inovação, de desenvolvimento sustentável e justiça social.