A permanência do sintoma: da ditadura civil-militar para o bolsonarismo

Este texto debate a permanência da violência da ditadura civil-militar brasileira na democracia e a criação de um modelo de educação/sociabilidade que normalizou a força como prática cotidiana. Parte-se do pressuposto de que a sociedade brasileira não responsabilizou as instituições do Estado nem os...

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Detalles Bibliográficos
Autor principal: Bernardi, Marcio
Formato: Artículo publishedVersion
Lenguaje:Español
Publicado: Instituto de Estudios de América Latina y el Caribe 2025
Acceso en línea:https://publicaciones.sociales.uba.ar/index.php/observatoriolatinoamericano/article/view/10420
https://repositoriouba.sisbi.uba.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=observa&d=10420_oai
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Sumario:Este texto debate a permanência da violência da ditadura civil-militar brasileira na democracia e a criação de um modelo de educação/sociabilidade que normalizou a força como prática cotidiana. Parte-se do pressuposto de que a sociedade brasileira não responsabilizou as instituições do Estado nem os indivíduos responsáveis pelos crimes cometidos durante aquele período, o que contribuiu para a normalização desse fenômeno. A cólera na democracia burguesa encontra espaço sob o discurso da liberdade de expressão, sustentada pela retórica da permanência do anticomunismo e do ódio às minorias — agora com uma nova dinâmica, impulsionada pelo uso das redes sociais e plataformas de vídeo. A partir desse cenário, observa-se o fortalecimento do nome do ex-militar Jair Messias Bolsonaro, que articula em torno de si tais pautas, conferindo-lhes um sentido eleitoral e apresentando-as como permanências sob a alcunha de bolsonarismo. Diante dessa contextualização, o texto propõe a seguinte pergunta norteadora: Qual permanência social da ditadura civil-militar brasileira localizamos no bolsonarismo? Para respondê-la, partiremos da revisão bibliográfica e de notícias da imprensa a fim de analisar as permanências representadas no bolsonarismo.