Aquisição de preposições no português brasileiro
As preposições constituem uma classe fechada, morfologicamente invariável, expressando relações locais, temporais, instrumentais, causais e outras. Portando os traços [-N, -V], esses itens podem ser divididos em lexicais e funcionais, não ocorrendo até a maioria das outras class...
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| Autores principales: | , |
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| Formato: | Trabajo revisado (Peer-reviewed) |
| Lenguaje: | Portugués |
| Publicado: |
Jornadas de Jóvenes Lingüistas
2018
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| Acceso en línea: | http://eventosacademicos.filo.uba.ar/index.php/JLL/I-JJL/paper/view/1795 https://repositoriouba.sisbi.uba.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=jll&d=1795_oai |
| Aporte de: |
| Sumario: | As preposições constituem uma classe fechada, morfologicamente invariável, expressando relações locais, temporais, instrumentais, causais e outras. Portando os traços [-N, -V], esses itens podem ser divididos em lexicais e funcionais, não ocorrendo até a maioria das outras classes de palavras como N, V, Adj fazerem já parte do repertório linguístico da criança, sendo as últimas das quatro categorias básicas da GB a aparecerem na fala espontânea das crianças (Klinge 1990). Utilizando o arcabouço teórico da teoria gerativa, este trabalho propõe a analisar e descrever o processo de aquisição de preposições por uma criança falante nativa do português brasileiro (doravante, PB), de faixa etária entre 1;08 e 3;07, procurando uma sequência geral de desenvolvimento na aquisição desses itens, que, de acordo com os trabalhos de Johnston e Slobin (1979), Tomasello (1986) e Klinge (1990), tem-se a apreensão, primeiramente, de conceitos locativos, seguida das não-locativas, como temporais e instrumentais, sendo que as últimas a serem adquiridas são as preposições sintáticas, que servem como marcadoras de caso, por exemplo. Além disto, também será analisada a proposta de Radford (1997), que coloca que a gramática infantil nos primeiros estágios de aquisição é de natureza léxico-temática, ou seja, só há a projeção dos quatro núcleos lexicais principais (e suas projeções) e redes puras de relações temáticas, diferente dos adultos, em que se observa a projeção tanto de núcleos lexicais quanto funcionais, assim como relações de irmandade temáticas e não-temáticas. Pensando numa “ordem de aquisição”, portanto, partimos da hipótese de que o processo de aquisição de preposições seja determinado pela complexidade das relações espaciais que as crianças codificam, iniciada por preposições léxico-temáticas, até englobar também relações de natureza funcional-não-temática. Este trabalho está dividido da seguinte forma: numa primeira seção, discutimos, resumidamente, como se apresenta a aquisição da linguagem dentro da teoria gerativa; a segunda apresenta um breve estudo sobre a classe das preposições no PB, discutindo suas propriedades sintáticas e semânticas; por fim, expomos os dados infantis coletados, seguidos das discussões pertinentes. |
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